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Tontura em crianças e adolescentes: quando procurar um otorrino em Jundiaí

Criança com tontura sendo avaliada por otorrinolaringologista

A tontura é um sintoma frequentemente associado a adultos e idosos, mas também pode afetar crianças e adolescentes, impactando o rendimento escolar, o equilíbrio e a qualidade de vida. Identificar as causas dessa condição na infância é essencial para garantir um desenvolvimento saudável. Nesse contexto, o médico otorrinolaringologista desempenha um papel fundamental no diagnóstico e no tratamento adequado.

O que é a tontura e como ela se manifesta em jovens?

Tontura é uma sensação de desequilíbrio, vertigem ou instabilidade que pode surgir de forma repentina ou recorrente. Em crianças e adolescentes, ela pode se manifestar como:

  • sensação de que tudo está girando (vertigem);
  • dificuldade para manter o equilíbrio;
  • enjoos;
  • mal-estar ao se movimentar rapidamente;
  • quedas frequentes ou insegurança ao andar.

É comum que os mais jovens tenham dificuldade em expressar exatamente o que estão sentindo, o que pode atrasar o diagnóstico.

Principais causas de tontura em crianças e adolescentes

As causas da tontura nessa faixa etária podem ser variadas e envolvem diferentes sistemas do corpo, mas muitas delas estão ligadas a problemas otorrinolaringológicos, como:

  • Infecções de ouvido (otites): inflamações no ouvido médio ou interno podem afetar diretamente o equilíbrio, causando tontura e desconforto.
  • Labirintite viral ou bacteriana: embora mais comum em adultos, a labirintite também pode afetar crianças, principalmente após infecções respiratórias.
  • Distúrbios vestibulares: problemas no sistema vestibular (localizado no ouvido interno) podem prejudicar a orientação espacial e provocar episódios de vertigem.
  • Enxaqueca vestibular: algumas crianças e adolescentes podem apresentar enxaquecas acompanhadas de tontura, mesmo sem dor de cabeça intensa.
  • Uso de medicamentos: certos remédios podem causar efeitos colaterais que afetam o equilíbrio, principalmente se usados de forma inadequada.
  • Problemas visuais ou neurológicos: embora não sejam da alçada direta da otorrinolaringologia, podem causar sintomas semelhantes, sendo importante a investigação multidisciplinar.

Como o otorrino pode ajudar?

O médico otorrino é especializado em condições que envolvem o ouvido, o nariz e a garganta — e, portanto, é um dos profissionais mais indicados para investigar tonturas de diferentes origens.

Durante a consulta, o especialista pode realizar exames clínicos e testes específicos, como a avaliação do labirinto e da audição. Com o diagnóstico correto, o tratamento pode incluir:

  • medicamentos para estabilizar o labirinto ou tratar infecções;
  • reabilitação vestibular (exercícios para melhorar o equilíbrio);
  • orientações sobre mudanças no estilo de vida ou na alimentação;
  • encaminhamento a outros especialistas, se necessário (como neurologistas ou oftalmologistas).

A importância de identificar e tratar precocemente

A tontura pode parecer algo passageiro, mas, quando recorrente ou intensa, pode impactar significativamente o desempenho escolar, o desenvolvimento motor e a autoestima da criança ou do adolescente. Além disso, quedas e acidentes causados por desequilíbrio podem gerar lesões e insegurança.

Por isso, é essencial observar sinais como reclamações frequentes de mal-estar, quedas, tonturas ao levantar ou durante exercícios, e buscar ajuda médica especializada o quanto antes.

Conclusão

Tontura em crianças e adolescentes não deve ser ignorada. Quando o sintoma persiste ou interfere na rotina, o acompanhamento com um otorrinolaringologista é fundamental para investigar a causa e oferecer o tratamento adequado. Com a abordagem correta, é possível promover mais segurança, equilíbrio e bem-estar aos jovens em desenvolvimento.

Atenciosamente,
Dra. Ana Laura Vargas — médica otorrinolaringologista e acupunturiatra

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