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Surdez na Infância: Causas, Prevenção e o Papel do Otorrino

Criança em avaliação auditiva com otorrinolaringologista

A audição é essencial para o desenvolvimento da fala, da linguagem e da socialização das crianças. Quando há algum grau de perda auditiva na infância, todo esse processo pode ser prejudicado, impactando a aprendizagem e a comunicação. Por isso, identificar precocemente sinais de surdez é fundamental para garantir um desenvolvimento saudável e a qualidade de vida da criança.

O que é a surdez na infância?

A surdez na infância é a perda parcial ou total da audição que pode estar presente desde o nascimento (congênita) ou surgir ao longo dos primeiros anos de vida (adquirida). Essa perda auditiva pode variar de leve a profunda e afetar diretamente a forma como a criança percebe os sons e desenvolve a fala.

Quais são as principais causas?

A perda auditiva infantil pode ser provocada por diferentes fatores. Entre os mais comuns estão:

  • Causas congênitas: malformações do ouvido, síndromes genéticas, infecções durante a gestação (como rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus).
  • Infecções de ouvido: otites de repetição podem causar perda auditiva temporária ou permanente se não tratadas adequadamente.
  • Uso de medicamentos ototóxicos: alguns antibióticos e tratamentos podem afetar o ouvido interno.
  • Exposição a sons muito altos: música em volume excessivo ou brinquedos barulhentos podem prejudicar a audição da criança.
  • Doenças adquiridas: meningite e outras infecções podem comprometer a audição.

Quais são os sinais de alerta?

Alguns comportamentos podem indicar dificuldades auditivas em crianças, como:

  • Não reagir a sons fortes ou não se assustar com barulhos;
  • Demorar a começar a falar ou ter fala inadequada para a idade;
  • Assistir TV ou ouvir música em volume muito alto;
  • Dificuldade para entender ordens simples;
  • Falta de atenção na escola ou baixo rendimento escolar;
  • Ficar muito isolada ou evitar a interação com outras crianças.

Se esses sinais forem percebidos, é importante buscar avaliação médica.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico deve ser realizado pelo otorrinolaringologista, que poderá solicitar exames específicos como a audiometria infantil, a impedanciometria, o BERA e o teste da orelhinha (realizado principalmente em recém-nascidos), dependendo da idade da criança. Esses testes permitem identificar o grau e o tipo de perda auditiva, orientando o tratamento adequado.

Quais são os tratamentos disponíveis?

O tratamento da surdez na infância depende da causa e do grau da perda auditiva. Entre as opções estão:

  • Tratamento de infecções e obstruções: antibióticos, drenagem de secreções e cirurgias como adenoidectomia ou colocação de tubos de ventilação.
  • Aparelhos auditivos: indicados para perdas leves a moderadas.
  • Implante coclear: indicado para perdas severas ou profundas quando os aparelhos não são suficientes.
  • Terapia fonoaudiológica: fundamental para estimular o desenvolvimento da fala e da linguagem.

Em todos os casos, o acompanhamento regular com o otorrinolaringologista é indispensável.

Como prevenir a surdez infantil?

Alguns cuidados podem ajudar a reduzir o risco de perda auditiva em crianças:

  • Garantir a realização do teste da orelhinha logo após o nascimento;
  • Tratar adequadamente otites e outras infecções de ouvido;
  • Evitar a exposição da criança a sons muito altos;
  • Acompanhar gestantes para prevenir infecções que possam afetar o bebê;
  • Realizar check-ups auditivos periódicos, principalmente em crianças com histórico familiar de surdez.

Conclusão

A surdez na infância é um problema que pode trazer impactos significativos para o desenvolvimento da criança, mas quando diagnosticada precocemente, pode ser tratada com sucesso. O otorrinolaringologista é o especialista indicado para investigar, diagnosticar e orientar o tratamento, garantindo que a criança tenha melhores condições de se desenvolver plenamente.

Se houver qualquer dúvida em relação à audição do seu filho, procure um otorrinolaringologista para uma avaliação detalhada. O cuidado precoce pode fazer toda a diferença no futuro da criança.

Atenciosamente,
Dra. Ana Laura Vargas — Médica Otorrinolaringologista e Acupunturiatra

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